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    Stuhlberger, IPOs “inflados” e o dilema fiscal que não justifica sair da bolsa

    by Rico Matinal | 26 de Novembro, 2020

    Confira o Rico Matinal de hoje - 26/11/2020

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    Insight Rico: Idiossincrasias tupiniquins - os IPOs brasileiros “inflados” e o dilema fiscal que não justifica sair da bolsa

    (por Lucas Collazo) 

    Lembro-me como se fosse hoje o dia da gravação do episódio 32 do Stock Pickers, era uma mistura de emoção com nervosismo, estávamos prestes a viver o “ponto alto” do programa até ali...

    STPK32

    Quando finalmente tive a oportunidade de encontrar Luis Stuhlberger nos bastidores do evento, que, para mim, era a mesma sensação de uma criança que entra no campo de futebol de mãos dadas com um ídolo do esporte, fui tomado pelo momento e acabei me calando (logo eu que falo até pelos cotovelos).

    Caros 13 leitores, se vocês não sabem quem é o tal do Luis ou mesmo como alguém conseguiu me calar, vou explicar melhor: Stuhlberger (ou Struhlba, para os íntimos) é CEO e CIO da Verde Asset, uma das principais gestoras do país, que fez sua fama com um fundo que leva o nome da casa – desde seu nascimento em janeiro de 1997, são mais de 17.500% de retorno aos investidores que confiram ao menos R$ 300 mil (aplicação inicial do fundo na época) às mãos de Luis.

    Ontem, no segundo dia do evento Melhores Empresas da Bolsa (InfoMoney), tivemos a oportunidade de mais uma vez escuta-lo junto ao seu principal sócio na gestora, Luiz Parreiras, responsável pelas estratégias de previdência da casa.

    Quem assistiu ao painel pôde ouvir da boca de Stuhlberger que ele está mais confortável investido na bolsa brasileira do que em títulos de dívida brasileira com vencimentos mais longos. Nós já tínhamos 'cantado a bola' que a Verde estava menos pessimista em relação ao Brasil nesse Rico Matinal, mas uma reafirmação ao melhor estilo 'quem sabe faz ao vivo' é sempre impactante.

    Tem alguns motivos pelos quais essa sua fala 'anima' investidores brasileiros:

    • Liberdade cognitiva de um gestor multimercado: o mandato do fundo Verde é multimercado. Isso significa que ele pode investir em diversas classes de ativos diferentes, e, além da posição comprada tradicional, também pode explorar posições vendidas, que ganham com a queda dos mercados. Ou seja, ele não apenas é livre para decidir se está otimista ou pessimista como também pode ganhar com as duas visões (assim como fizeram em 2014). Se o Verde está comprado na bolsa brasileira é porque realmente acredita que esse mercado segue sendo um bom investimento.
    • O dilema fiscal não 'bate' na bolsa: Stuhlberger está preocupado com a situação da dívida pública - ele inclusive citou o fato de o Brasil ser o país emergente que mais gastou com assistência social: 8,4% do PIB nacional, em comparação com apenas 1% no México, para efeito de comparação.
      Não foi um julgamento se isso é correto ou não, mas o fato é que houve um nível de gasto elevado e a preocupação fica em como o país pagará essa “conta” – seguiremos o caminho reformista e respeitando o teto de gastos? Ou romperemos este teto e elevaremos os juros para nos financiarmos? Ele ressaltou que não descarta um desfecho não muito romântico para o cenário fiscal, mas na bolsa temos empresas, criando empregos e pagando impostos, enquanto no mercado de dívida (Tesouro Direto) isso não se aplica. Justamente por isso, recentemente a Verde terminou seu investimento em LTN (Título prefixado do Tesouro Nacional).
    • Uma declaração não tão catastrófica assim: a última carta publicada pela gestora foi quase um “dossiê” da situação fiscal. Ali ficou explicito o quão profunda é a situação brasileira, e quando essa avaliação sai das mãos de uma das principais gestoras do país, que investe fortemente em pesquisa econômica, no mínimo acende uma luz vermelha na cabeça. Porém, percebemos que o desfecho disso não é tão catastrófico assim - pelo menos não o suficiente para justificar “sair da bolsa para voltar para o CDI [taxa de juros usada como remuneração, principalmente em títulos de renda fixa mais conservadores]”, nas palavras dele.

    As idiossincrasias tupiniquins não param por aí...

    Para a Verde, “a bolsa brasileira mostra a Suíça e os juros [expectativa futura da taxa básica de juros Selic] mostram a Venezuela”, e isso justifica pelo menos um 'não pessimismo' com a bolsa brasileira. Mas o mesmo sentimento não se replica à onda de aberturas de capital no Brasil.

    Fizemos um ótimo insight falando sobre o tema, mas, para Luiz Parreiras, os banqueiros de investimento juntamente aos empresários não têm tratado os investidores como sócios no momento da abertura de capital da empresa.

    Para defender sua crítica, Parreiras trouxe alguns números interessantes: em 2020, tivemos 27 IPOs no Brasil, o retorno médio dessas ofertas até o momento foi de 8%. Porém, esse número fica distorcido por conta do IPO de Locaweb, que entregou 300% de performance, e, se olharmos então para a mediana das ofertas, o retorno cai para 3%.

    Enquanto isso, no mercado norte-americano, onde o número de ofertas é extremamente superior, tivemos um retorno de 30% com a mediana muito próxima disso. Dito isso, a conclusão é uma só: “os IPOs no Brasil são mal precificados”.

    Sua critica não foi direcionada às empresas que abriram capital em si. A Verde inclusive fez investimentos em ofertas públicas como: Enjoei, Grupo Mateus e Petz. A critica segue a lei do 'tudo tem seu preço', e, na opinião de Parreiras, esse preço tem sido distorcido para cima.

    Aos 13 leitores, minha humilde conclusão

    Já disse por aqui que mais importante que a mensagem é o mensageiro. O fundo Verde historicamente tem uma posição em bolsa que beira um quarto do patrimônio do fundo. Hoje, está menor do que isso e se divide entre a brasileira e a norte-americana (S&P 500).

    Não somente mais enxuta se comparada ao histórico, como também ao que chegou a ter durante a retomada dos mercados esse ano. Sem dizer que eles seguem com um portfólio de investimento diversificado, então eu entenderia a mensagem como 'menos pessimista', e não como otimista, por assim dizer.

    E a crítica de Stuhlberger sobre os títulos longos do Tesouro Direto, como o IPCA+ e os prefixados não é do ponto de vista do investidor pessoa física, mas sim do institucional. Qual a diferença? Que ele tem que justificar seu retorno todo santo dia para seus cotistas, e, como consequência, mostrar a oscilação de preço de tudo que está em carteira. Diferente de nós, que temos o privilégio de focar apenas nos nossos recursos e, nos títulos de renda fixa e podemos manter até o vencimento dos títulos para receber os juros acordados.

    Com as minhas considerações de 'irmão mais velho' feitas, sim, podemos achar interessante a fala do conforto maior no investimento em bolsa dado o cenário brasileiro. Principalmente a mensagem da situação fiscal não incomodar tanto a bolsa no longo prazo, ainda mais vinda de alguém que entende profundamente do assunto.

    Isso só realça o que já falamos muitas vezes por aqui: tanto no fundo de Stuhlberger quanto no de Parreiras, o conforto está em investir na bolsa, porém numa posição menor do que a histórica. O segredo é adequar ao seu perfil de estratégia como investidor. A pergunta que deve ser respondida, muitas vezes, não é “se devemos ter”, mas sim “quanto devemos ter”.

    Em nossas recomendaçõesbem como dentro dos nossos fundos DNA, entendemos que, por ora, o melhor é manter o tamanho das nossas recomendações/posições em bolsa brasileira. Ah, e seguimos diversificados, tanto aqui no Brasil quanto fora, em renda fixa e renda variável.

    E como Stuhlberger disse no painel: “o Market Timing [ato de investir tentando acertar os momentos do mercado] é uma arte”, mas não a única forma de ganhar dinheiro nos mercados.

    Passarinho que pula demais leva chumbo.

    Resumo do dia: Dia de agradecer sem negociar nos EUA

    (por Paula Zogbi)

    Hoje é dia de ação de graças nos EUA e, portanto, as bolsas por lá estão fechadas. Nesse cenário de menor volume de negociação, o EuroStoxx e os futuros do S&P e Dow Jones estão basicamente estáveis nesta manhã. O futuro do Nasdaq 100 sobe 0,32%.

    Ontem o S&P fechou em queda de 0,16% e o Dow Jones perdeu os 30 mil pontos e fechou em queda de 0,58%, respondendo, em partes, a dados de desemprego piores que o esperado no país - foram  778 mil pessoas pediram benefícios na semana passada, ante expectativa de 733 mil.

    Enquanto isso, o hemisfério norte continua a enfrentar a ressurgência do vírus. Na quarta-feira, foram registradas 2.294 novas mortes por covid nos Estados Unidos, o maior patamar registrado desde o final de junho. Na Alemanha, o lockdown não se encerrará no início de dezembro - deve seguir pelo menos até o dia 20 ou prorrogado até 2021. 

    Na quarta, o vice-presidente executivo da AstraZeneca, Mene Pangalos, respondeu a críticas de que não havia dados o suficiente sobre os resultados dos testes clínicos divulgados no início da semana. "Não vou fingir que não seja um resultado interessante, porque é - mas eu certamente não o compreendo, e não acho que nenhum de nós o compreenda", afirmou, sobre o erro de dosagem que levou a eficácia de 90%. 

    O Ibovespa se descolou do exterior e fechou em alta de 0,32% na quarta, chegando a 110.132 pontos. A Bolsa também caminha para zerar as perdas no ano, uma vez que encerrou 2019 nos 115.645 pontos. Só em novembro, o Ibovespa já acumula valorização de 17,22%.
     Na Câmara dos Deputados, aliados de Rodrigo Maia fazem movimento para reincluir a reforma tributária nas discussões do final do ano. Aguinaldo Ribeiro sinaliza com a possibilidade de apresentar seu parecer, que cria o IVA a partir da unificação de cinco tributos, já na próxima semana, com acenos à oposição para facilitar a tramitação. O texto pode prever a tributação de dividendos e a tributação progressiva de renda e patrimônio, que seriam regulamentadas à frente.

    Agenda da Semana

    Quinta-feira, 26

     

    Dia todo: EUA - Feriado do dia de ação de graças

    9h00: México - PIB trimestral (exp: 12%; ant: 12%)

    9h30: Europa - Declaração de política monetária do BCE

    16h00: Brasil - Índice de evolução de emprego do CAGED (exp: 233,5 mil; ant: 313,56 mil)

     

    18h: Melhores da Bolsa InfoMoney

    18h-18h30: Expectativas para o mercado mundial de ações (Kate Moore, gestora da equipe de alocação global da BlackRock)

    18h30-19h10: Cenário global e ações mais promissoras (John Boselli, diretor e gestor sênior de ações da Wellington; Nanette Abuhoff Jacobson, estrategista global da Wellington)

    19h10-20h10: Empresas premiadas: o consumo pós-pandemia

    19h10: Marcílio Pousada, CEO Raia Drogasil
    19h40: Rodrigo Osmo, CEO da Tenda

    20h10-20h50: A nova onda de pessoas físicas na Bolsa (Betina Roxo, estrategista-chefe da Rico; Henrique Bredda, sócio da Alaska; Murilo Duarte, criador do canal Favelado Investidor)

    20h50: Show de Rock do Stock PickersYellow Suspects (banda autora da música do Stock Pickers) e banda formada por profissionais do mercado

     

    Semana de Educação Financeira XPeed

    18h15-19h: Agentes autônomos são educadores financeiros? (Graziela Suman Conte, André Pantoja Albo, Patrícia Pereira Cezar, Gustavo Pitta)

    19h-19h45 Conheça as carreiras do futuro (Raquel Girotto, Bruno Madruga, Fernando Ferreira, Bianca Juliano)

    18h15-19h: Gain Cast: De um jeito que você nunca viu (André Moraes, Fernando Góes e Roberto Indech)

    20h30: Qual é o futuro do dinheiro (Tiago Mattos, Ana Laura, Karel Luketic)

    Sexta-feira, 27

     

    Até as 13h00: EUA - Feriado do dia de ação de graças

    8h00: Brasil - IGP-M mensal (exp: 3,19%; ant: 3,23%)

     

    Semana de Educação Financeira XPeed

    18h15-19h: A revolução da educação à distância (EAD) (Daniel Pereira, Luciano Meira, Newton M. Campos, Larissa Santana)

    18h15-19h: O Universo do Stock Pickers (Thiago Salomão e Renato Santiago)

    19h45-20h30: Mulher e independência financeira (Annamaria Lusardi)

    20h30: A XP pela educação financeira

    Topics: Rico Matinal