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    O Calote: A visão da Rico

    by Gloria Maciel on Agosto 1, 2016

    Está esquentando muito a discussão se o Brasil vai dar calote nas suas dívidas com seus credores. Mas, antes de tudo, gostaríamos de definir o que é um calote: Segundo o dicionário o “calote” ocorre quando há o não cumprimento de uma obrigação contratual entre um agente devedor e um agente credor. Portanto essa discussão recente que estamos assistindo, e que está deixando muitos investidores nervosos (principalmente os menores, pessoas físicas, pois possuem um acesso mais limitado as informações do mundo financeiro), é se o Brasil vai ou não vai pagar suas dívidas - ou mais especificamente, e mais importante para nossos clientes, os títulos do tesouro emitido por ele.

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    O que faz um devedor não pagar suas obrigações? Ou uma nação soberana como o Brasil não cumprir suas obrigações? Um país entraria em insolvência somente se perdesse completamente a credibilidade com seus credores e não mais conseguiria rolar e pagar suas dívidas. Hoje a credibilidade do Brasil está sendo questionada. Como uma família ou uma empresa que gasta mais do que arrecada, o endividamento do Brasil está aumentando muito rapidamente. Quando vemos no jornal que o déficit primário está aumentando, isto mostra a velocidade que a dívida brasileira aumenta, o quanto o governo gasta a mais do que arrecada.

    Dito isto poderíamos dizer que continuando assim, uma hora eleva-se a possibilidade do Brasil não pagar mais suas dívidas, pois os credores começarão a duvidar da sua capacidade de pagamento e não emprestarão mais dinheiro para o Brasil. E ai só resta renegociar e pedir um desconto, ou simplesmente não pagar suas dívidas, como uma família endividada no cheque especial ou uma empresa fariam, certo?

    Bom, sim e não. O país poderia sim ir por este caminho, como a Argentina o fez no começo dos anos 2000, ou o próprio Brasil no início dos anos 80s na sua dívida externa. Porém ao escolher esta saída voltar a ter credibilidade pode demorar décadas e vários governos. Afinal, quem empresta dinheiro para alguém que não paga? É difícil. Então qual seria a saída?

    Na nossa visão a saída mais plausível para este problema seria a inflação. Isso mesmo, a inflação que judiou de muitos brasileiros nos anos 80 e 90. Hoje mais de 70% da dívida interna brasileira está indexada à Selic ou é prefixada. Se o governo não aumentar a taxa de juros (Selic) e for complacente com a inflação, ela própria se encarregará de reduzir o endividamento do governo. É isso que alguns analistas estão chamando de “calote”. Na nossa visão é mais política monetária do que calote, mas como consequência teremos uma perda de poder de compra de todos os investidores que estiverem em papéis que não o proteja da inflação.

    Outro fato interessante a notar, visto que fomos a corretora líder em vendas dos títulos do Tesouro Direto em todos os meses de 2015, é que apenas 1% de toda a Dívida Pública Federal do Brasil está nas mãos de investidores pessoas físicas por meio destes títulos. O restante está dividido em sua maioria entre instituições financeiras, previdência, fundos de investimento e investidores não residentes. Para finalizar e, voltando às questões macro, acreditamos que não no curto prazo, devido a situação incerta da política nacional no momento, mas no médio prazo, deverão ocorrer reformas anti-populistas e estruturais necessárias em nosso país, que visam melhorar a relação dívida/PIB e que, por consequência, podem reduzir inclusive este risco de hiperinflação citado acima.

    Portanto, para o médio e longo prazo, seguimos recomendando os títulos do Tesouro Direto aos pequenos investidores, por acreditar que apesar de todo o cenário descrito ainda permanecem com baixíssimo risco de calote real. Sugerimos, especialmente, os títulos do Tesouro IPCA+, que possuem rentabilidade atrelada ao indicador de inflação do país (IPCA) somada a um prêmio pré-determinado no momento da compra.

     

    Por: Norberto Giangrande (sócio diretor da Rico) e Roberto Indech (Analista de Investimentos).

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