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    Gringos: not in the “Moody’s” de investir no Brasil

    by Rico Matinal | 16 de Outubro, 2020

    Confira o Rico Matinal de hoje - 16/10/2020

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    Insight Rico: Gringos: not in the “Moody’s” de investir no Brasil

    (por Paula Zogbi) 

     Entre 30 de abril de 2008 e 20 de maio do mesmo ano, o Ibovespa bateu 10 recordes de pontuação, graças ao tão almejado grau de investimento atribuído pelas agências de classificação de risco Standard & Poor’s e Fitch. Sobre o sentimento que rondou o mercado naquele período, recomendo o podcast do InfoMoney Os Pregões Que Fizeram História.

    Naquela ocasião, a Moody’s foi a última das grandes agências de rating a atribuir o selo de bom pagador ao nosso país, só no ano seguinte. Agora, ela é a primeira a ameaçar vocalmente cortar novamente a nossa nota de crédito se não observar responsabilidade fiscal no país a partir de 2021.

    Já não temos grau de investimento há muito tempo – desde 2015, para ser mais exata. Hoje, a nota de crédito soberano atribuída pela própria Moody’s ao nosso país é Ba2, dois graus abaixo do piso do “investment grade”. Mas não vai ajudar em nada ficar ainda mais longe dessa marca.

    O selo de bom pagador é um baita chamariz para os estrangeiros investirem aqui, vale lembrar. Ele “destrava” investidores gringos que não suportam tanto risco, como fundos de aposentadoria, por exemplo. Por essas e outras, alterações nas notas (ou até ameaças de alterações, como vimos nos jornais nessa semana) são tão alardeadas.

    A Moody’s projeta que a relação entre dívida pública bruta e Produto Interno Bruto (PIB), que era de 75,8% em 2019, supere os 97% no próximo ano. “Esperamos que o crescimento econômico se recupere em 2021. Contudo, as reformas estruturais e o ajuste fiscal serão importantes para o Brasil conseguir um crescimento sustentável”, afirmou a vice-presidente e analista sênior do rating do Brasil na Moody’s Investors Service, Samar Maziad.

    Enquanto o temor fiscal perdurar, os gringos devem seguir sem “Moody’s” de investir no país. Com juros baixos e imensa volatilidade do real em relação ao dólar, há pouca atratividade no nosso mercado para quem vem de fora, mesmo em movimentos altamente especulativos como o carry trade.

    Traduzindo: carry trade é um movimento onde investidores tomam empréstimos a uma taxa de juros baixa e aplicam em outra moeda, onde as taxas de juros são maiores. Ele funciona melhor quando há expectativas claras em relação ao câmbio de destino, porque é possível ganhar tanto com diferencial de juros como com valorização de moeda. Agora, com Selic em 2% a.a., mal temos diferencial de juros, e seguimos muito longe de perspectivas realmente claras para o câmbio.

    Até o fim de setembro, os investidores estrangeiros já retiraram da bolsa brasileira mais de R$ 88 bilhões, quase o dobro de tudo o que foi sacado em 2019 inteiro (R$ 44,5 bilhões). E o pronunciamento da Moody’s deixa claro que eles continuam de olho no que estamos “aprontando” por aqui.

    Em maio, a agência atualizou pela última vez o rating brasileiro, já considerando um aumento da dívida para evitar maiores estragos com a pandemia, mas previa um esforço para retomar o ajuste fiscal a partir do próximo ano. “O importante é que avancem [no rearranjo fiscal]”, disse a analista da agência de rating.

    “A manutenção do rating incorpora esse aumento [de gastos], mas também prevê a retomada do ajuste fiscal em 2021”, complementou. “Se o apoio a reformas diminuir, haverá impacto negativo em nosso cenário". Simples assim. 

    Resumo do dia: À espera de sinais

    (por Paula Zogbi)

    Mercados globais amanhecem em leve alta com resultados trimestrais positivos de grandes empresas na Europa e à espera de sinais positivos sobre o novo pacote de estímulos dos Estados Unidos contra os efeitos econômicos da covid-19.

    Futuros dos EUA sobem entre 0,1% e 0,2%, enquanto o EuroStoxx tem alta de 0,95%.

    Na seara eleitoral, Donald Trump e Joe Biden participaram de ‘town halls’ (eventos em que candidatos recebem perguntas dos eleitores) após o cancelamento de segundo debate presidencial por causa do diagnóstico positivo do presidente para Covid-19 na semana passada. No todo, os eventos não devem afetar a dinâmica eleitoral - o que tende a ser positivo para quem já está na liderança. Ou seja, uma oportunidade perdida pelo presidente dos EUA para mudar a direção da disputa.

    Contribui para o tom de cautela a continuação da alta de casos de coronavírus, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Paris voltou a ter toques de recolher e Londres a proibir encontros entre pessoas que não vivem na mesma casa. 

    Ontem o Reino Unido perdeu o prazo para fechar um acordo sobre o comércio com a União Europeia após o Brexit. O primeiro ministro Boris Johnson deve anunciar hoje se continuará as negociações com o bloco econômico, que não têm avançado.

    Agenda da Semana

    Sexta-feira, 16

    06h00Zona do Euro: Balança Comercial SA agosto

    06h00: Zona do Euro - IPC setembro a.m. (exp: 0,1%; ant: 0,1%)

    08h00: Brasil: IPC-S FGV (ant: 1,2%)

    08h00: Brasil: IGP-10 FGV outubro (ant: 4,3%)

    11h00: EUA - Confiança do consumidor outubro (exp: 80; ant: 80,4)

    Topics: Rico Matinal