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    Especial Impeachment: o que esperar para a política e para o mercado

    by Gloria Maciel on Abril 18, 2016

    Neste último domingo, em uma noite histórica para o país, a Câmara dos Deputados, por 367 votos a favor dos necessários 342, deu prosseguimento ao processo de admissibilidade para o rito de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    Camara_deputados.jpg

    Desta forma, o processo agora segue para o Senado Federal, que deverá formar uma Comissão Especial com 21 senadores e após passar pelos trâmites burocráticos mandatórios, deverá aprovar por maioria simples o afastamento da presidente pelos próximos 180 dias.

    Após este período, em que a presidente utilizará para se defender das acusações, o vice-presidente da república, Michel Temer, assume a posição interinamente. Para finalizar, passados estes 6 meses, o Senado se reunirá novamente e aí serão necessários 2/3 dos votos para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff. À primeira vista, parece um pouco confuso o entendimento, mas este foi o rito determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Mas e agora, o que podemos esperar do eventual governo Michel Temer e quais os impactos disso para os mercados? Bom, na verdade ainda há um enorme ponto de interrogação no que podemos esperar daqui para frente, visto que o vice-presidente deverá unificar as bases políticas, o que nos parece bastante complexo neste momento, para aprovar as reformas necessárias para o país que passa por um grave momento econômico. Os anúncios dos nomes que irão compor os principais ministérios serão aguardados ansiosamente tanto pelo lado da população quanto pelos investidores.

    Na Bolsa de Valores, neste intervalo de tempo entre aprovação na Câmara e votação inicial no Senado, o que podemos considerar cerca de 20 dias, podemos esperar muita volatilidade, apesar de instituições já apresentarem que a quantidade de nomes favoráveis a destituição da presidente já tenha atingido o seu número suficiente.

    No entanto, conforme descrito acima, especulações sobre nomes ou até mesmo eventuais anúncios oficiais poderão impactar nos preços dos ativos, especialmente sobre o ministério da Fazenda e a presidência do Banco Central. Portanto, diante da indefinição momentânea, seguimos neutros no mercado (sem recomendação de compra e nem de venda para aqueles que visam o médio/longo prazo), especialmente após a forte alta no mês de março e nestas primeiras semanas de abril. Este é um momento de prudência e desta forma o mais recomendável seria aguardar o desfecho desta situação. Para se ter ideia, no ano, mesmo diante de uma das piores crises econômicas da história do país, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, sobe mais de 20%. No entanto, para quem olha os fundamentos do país e os correlaciona com os das empresas, sabe que mesmo que o mercado viva de expectativas, a tendência é destes dois convergir, mais cedo ou mais tarde.

    Para encerrarmos o tema ações, vale repetir o que sempre mencionamos em nossas apresentações: indefinição gera volatilidade e volatilidade gera oportunidades para os “curto-prazistas”.

    Já para quem busca alternativas nos mercados de renda fixa (CDB, LCI, LCA, LC) e títulos públicos, é esperada cada vez mais um recuo na taxa de juros do país, a Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano. Para isto ocorrer, vale ficar atento as reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM) que ocorrerão na próxima semana mas que sem dúvidas as mais aguardadas serão aquelas a se realizar a partir de junho, quando o novo governo, mesmo que seja interino, já deverá estar consolidado. Sendo assim, os títulos do Tesouro Selic, as LCIs e LCAs seguem como as aplicações mais recomendadas para o curto prazo enquanto o Tesouro IPCA segue como o mais sugerido para o longo prazo. Para finalizar o assunto renda fixa, mesmo com a iminente mudança no Governo Federal, seguimos administrando e acompanhando os possíveis eventuais riscos  sobre os títulos do Tesouro, que permanecem extremamente baixos.

    Portanto, seguimos acompanhando diariamente as novidades deste fato político relevante que pode modificar a estrutura governamental de nosso país e impactar diretamente nos setores chaves da economia e consequentemente nos preços dos ativos nacionais. Mas lembre-se: independentemente do momento do país, as oportunidades surgem e é preciso agarrá-las para obter rendimentos significativos que farão a diferença no longo prazo na sua carteira de investimentos.


    Por: Roberto Indech (Analista de Investimentos).

    Topics: Economia e Análises

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