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    Dos criadores de “Você não é todo mundo”, vem aí: “Quem não te conhece, que te compre”!

    by Rico Matinal | 19 de Novembro, 2020

    Confira o Rico Matinal de hoje - 19/11/2020

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    Insight Rico: Dos criadores de “Você não é todo mundo”, vem aí: “Quem não te conhece, que te compre”!

    (por Rachel de Sá, analista de macroeconomia e, mais uma vez, convidada ilustre do RM) 

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    Ok, acho que já ficou claro o quanto minha mãe adora ditados! Dessa vez, te desafio a pensar sobre todas as situações nas quais eu posso ter ouvido essa frase na vida. Dica: pode ter sido dita algumas vezes quando bolava planos para ir a festas (porque ia todo mundo, oras!), mas dizia que ia na casa de uma amiga...

     

    Bom, enquanto você faz isso, eu discorro sobre o porquê de mais uma ilustre presença da cultura popular brasileira nesse Rico Matinal dedicado à trajetória fiscal e a relação com o vai e vem do dólar no Brasil.

     

    Ao longo desse ano pandêmico, se teve “alguém” que definitivamente saiu perdendo foi a moeda brasileira. O Real figura entre as moedas que mais perderam valor em relação ao dólar norte-americano ao longo do ano, amargando quase 30% de desvalorização no acumulado de 2020.

     

    No lado oposto, se existe alguém que saiu bem maior do que entrou nessa crise, foi a dívida brasileira. Saindo de um nível já alto de relação dívida/PIB (em 75,8%, ou 87% no critério do FMI, comparado com uma média próximo de 60% em países emergentes), terminaremos o ano em prováveis 94,4%.

    A relação entre os dois extremos? A credibilidade fiscal, a percepção de risco e a incerteza sobre o futuro. Explico. Por mais contraintuitivo que possa parecer, os fundamentos econômicos estruturais que influenciam o movimento do câmbio no Brasil têm há alguns meses apontado para um movimento de apreciação do Real, indicando um valor estrutural da nossa moeda substancialmente acima do que ela se encontra hoje.

    Traduzindo do economês:

    Aqueles indicadores que normalmente são incluídos nos complexos modelos dos economistas que tentam projetar o valor do dólar no futuro indicam um valor menor – ou seja, nos mostram que o nível em que a nossa moeda se encontra hoje está abaixo de onde revela o modelo.

    Entre os indicadores que impactam e guardam uma relação com o movimento do câmbio e, portanto, são normalmente bons preditores para essa dinâmica estão incluídos: o resultado das nossas contas externas (incluindo a balança comercial e investimentos externos diretos e em carteira); a comparação com uma cesta de moedas de países emergentes; o preço internacional das commodities; e a diferença entre os juros observados no Brasil e no restante do mundo, especialmente nos EUA.

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    Diante disso, tenho certeza que você gostaria de perguntar à nossa moeda: "por que raios, então, meu querido Real brasileiro, só te vejo cair, levando consigo meu sonho de conhecer a Califórnia, meus investimentos hedgeados (protegidos), ou mesmo (para cima) o preço do meu pãozinho francês de todo dia?"

    Estou certa de que o Real teria muito a dizer em sua defesa, indicando idiossincrasias regulatórias do mercado cambial brasileiro, e de fato explicando que é difícil carregar o fardo de uma economia como a nossa, indexada em índices de inflação que não refletem necessariamente a realidade de consumo do país – como o IGP-M sendo usado para ajustar o preço de aluguéis! Mas, de todo modo, não há por onde fugir, e todas os caminhos nos levam de volta ao tão citado risco fiscal.

    Diante da ainda incerta trajetória dos gastos públicos no pós-pandemia e do fantasma do aumento de gastos e consequente risco inflacionário, historicamente conhecidos do Brasil, a elevada percepção de risco por parte de investidores procura onde se alocar, e encontra ninho confortável no câmbio. O valor do Real, então, sobe como consequência do aumento da percepção de risco sobre o Brasil e da efetiva compra de dólares e venda de reais no mercado.

    Quanto maior a percepção de risco, mais baixo falam as questões estruturais, e mais longe ficamos do valor “modelado” de onde deveríamos ver o dólar.

    Nesse sentido, em um regime de câmbio flutuante e conta de capitais aberta como o que temos no Brasil – ou seja, em que o fluxo de moedas é livre e leva a movimentos no valor da moeda doméstica – o valor do Real deve ser visto como reflexo de escolhas de políticas econômicas, e hoje, especialmente, da política fiscal.

    Em outras palavras, não é sobre política cambial, e sim sobre a trajetória dos gastos, da inflação e dos juros no longo prazo, e – em tudo isso – da solvência e da credibilidade do país.

    Enfim, confesso que se eu fosse você fazendo a pergunta ao Real lá em cima, pensaria no bom e velho ditado e, diante do silêncio esperado do meu interlocutor monetário, estenderia a ele uma resposta retórica: Porque, Real, quem não te conhece, que te compre! E digo mais: que fique com o troco.

    Resumo do dia: Não dá para ignorar a onda

    (por Paula Zogbi)

    Mercados mundiais amanhecem negativos nesta quinta-feira. Futuros americanos caem cerca de 0,5% e o Stoxx 600, na Europa, vê perdas próximas de 1%. O movimento indica que, mesmo com mais avanços em vacinas, é impossível ignorar os efeitos da segunda onda de covid-19.

    Nos Estados Unidos, autoridades voltaram a implementar restrições em mobilidade. Nova York, por exemplo, determinou ontem o fechamento das escolas, e outros estados e cidades vêm impondo toques de recolher e fechamento de negócios não essenciais. O país vem registrando média de 1.155 mortes por dia e mais de 150 mil casos, segundo a Universidade Johns Hopkins:

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    As boas notícias (ofuscadas pela cautela) continuam vindo das farmacêuticas. A Pfizer e a BioNTech disseram ontem que a análise final da sua vacina conjunta mostrou 95% de eficácia (mais que os 90% indicados na semana passada) e que o produto será encaminhado amanhã ao órgão regulador dos EUA, a FDA, para solicitar autorização de uso emergencial. Em seguida, a AstraZeneca e a Universidade de Oxford publicaram em revista acadêmica resultados que indicam que a vacina que produzem conjuntamente é segura e levou todos os adultos voluntários a desenvolver resposta imunológica. 

    No Brasil, o Ibovespa encerrou ontem uma sequência de 3 altas e fechou em queda de 1%. Além das preocupações com a pandemia, que também dá sinais de pioras em algumas regiões por aqui, pesou o anúncio da agência de classificação de risco Fitch, que reiterou o rating do Brasil em BB- com perspectiva negativa (saiba mais sobre rating e efeitos na bolsa aqui). 

    Agenda da Semana

    Quinta-feira, 19

    07h00: Europa - Produção de construção (ant: 2,6%)

    10h30: EUA - Novos pedidos de seguro-desemprego

    12h00: EUA - Índice antecedente (exp: 0,7%; ant: 0,7%)

    22h30: China - Taxa básica de juros de crédito 5 anos (exp: 4,7%; ant: 4,7%)

    Sexta-feira, 20

    07h00: Europa - Confiança do consumidor (exp: -18; ant: -15,5%)

    Topics: Rico Matinal