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    Depois da chuva, vem o arco-íris

    by Rico Matinal | 16 de Dezembro, 2020

    Confira o Rico Matinal de hoje - 16/12/2020

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    Insight Rico: Depois da chuva, vem o arco-íris

    (por Lucas Collazo) 

    Caros 13 leitores, temos 15 dias até o fim deste ano de 2020. Já nos preparativos para ‘virar a página’ deste ano, que na verdade parece muito mais que um livro inteiro.

    Uma das boas práticas que já compartilhamos com vocês inúmeras vezes é a leitura de cartas de gestoras, já que é sempre bom visitar a visão e as ideias de investimentos das principais mentes atuantes neste tema. Além de serem profissionais com leituras aprofundadas do mercado, eles movimentam bilhões de reais em investimentos – são um ‘termômetro’ dos investimentos, ótima forma de ‘sentir’ o mercado e entender o que são visões de consenso ou não.

    Lembro-me de quando o Felipe Dexheimer (head de alocação da XP Inc, e o nosso querido “Dex”) me corrigiu ao criticar o consenso: “geralmente o consenso tem razão”. É claro que, como tudo na vida, existem suas exceções, mas na média o consenso costuma estar certo, de fato.

    Estamos encerrando um ano que foi muito volátil, com grau de incerteza extremamente alto: o S&P VIX (índice que mede a volatilidade das opções negociadas na bolsa de Chicago), mais conhecido como “índice do medo”, se manteve acima das suas médias históricas praticamente o ano todo (média de 15 pontos), e chegou a atingir incríveis 83,78 pontos no dia 16 de março, durante o pico do ‘coronacrash’.

    Essa incerteza veio reduzindo: a medicina aprendeu a lidar melhor com o vírus, as vacinas chegaram em tempo recorde, as eleições da maior economia do mundo foram decididas e até o Ibovespa conseguiu zerar perdas. Mas e 2021? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares da atualidade.

    Visões para 2021

    Bahia Asset, por exemplo, está cada vez mais otimista com o Brasil. Para eles, a inflação brasileira (a principal discussão entre os investidores domésticos) permanecerá comportada. O resultado das eleições municipais ajuda a dissipar esse risco, e, por conta disso, estão com uma posição bem relevante em bolsa brasileira – combinada com uma posição vendida (ganha na queda) em dólar contra algumas moedas de países emergentes, inclusive o real (inclusive é a maior posição da casa).

    Na mesma vertente, os nossos ‘vizinhos’ da XP Asset também estão muito otimistas com a recuperação econômica brasileira, e do mundo como um todo. Já tinham uma posição grande em bolsa brasileira, justamente expressando esse otimismo, mas diversificam em outras geografias: 25% de uma das principais estratégias da casa está investido em bolsa americana.

    Diferente das duas casas anteriores, a SPX (uma das mais renomadas gestoras brasileiras), completa seus 10 anos de história mais pessimista com o Brasil e entendendo que ‘a grama do gringo é mais verde que a nossa'. Seguem preocupados com a situação fiscal brasileira, acreditam que o espaço para gastos discricionários do governo será muito apertado, e que vamos precisar nos financiar logo no começo de 2021.

    E dentro das ‘figurinhas brilhantes’ deste álbum de gestoras brasileiras não podemos esquecer da visão da Verde Asset: Luis Stuhlberger, um dos maiores nomes do mercado brasileiro, também está preocupado com a situação fiscal brasileira, mas não acha que essa preocupação é suficientemente negativa para ficar pessimista com tudo que temos no Brasil, principalmente com a bolsa – aliás, para Stuhlberger, hoje é mais confortável ter investimentos de longo prazo no Ibovespa do que estar comprado em dívidas do país (Tesouro Direto) de horizontes mais longos. Claro que, importante ressaltar, sua posição em bolsas é bem menor do que foi na recuperação dos mercados este ano, e assim como a XP Asset, está dividida com a posição em bolsa dos EUA.

    Enquanto isso, as cartas sempre românticas da Dahlia Capital nos pedem para vestir as lentes da MMT (Teoria Moderna Monetária), para entender que a relação de um endividamento mais alto dos países (justamente a preocupação fiscal), gastos mais elevados dos governos, juros mais baixos, devem ser muito positivos para o preço dos ativos, principalmente com o mercado de ações.

    Recomendo a leitura da carta de novembro da gestora, assim saberão melhor o que se passa por essas lentes, mas o fato é: esse entendimento, acrescido das notícias encorajadoras das vacinas, uma retomada mais forte das economias em 2021, e o resultado de centro-direita das eleições municipais, fazem com que a gestora esteja otimista e confiante para os mercados.

    Por fim, mas não menos importante, a lendária gestora de ações brasileiras Dynamo dedicou sua última carta semestral para 10 páginas de reflexão de transformação digital. Não vou me alongar nas visões que a casa trouxe neste insight (estragaria a surpresa do Rico Matinal que teremos dia 23), mas para dar um sabor:

    “O que está em jogo em uma transformação digital não é mais a capacidade de uma companhia de competir de forma incremental com seus pares, mas sim, a viabilidade de longo prazo do negócio. Para continuarmos a fazer investimentos concentrados com um horizonte de tempo plurianual, é crucial monitorar de perto os esforços de transformação digital das empresas do nosso portfólio, bem como, acompanhar os mais recentes desenvolvimentos dos principais fornecedores de tecnologia. Isso impacta nosso trabalho de análise e gera oportunidades de investimento em potencial de duas maneiras. Em primeiro lugar, nos permite definir melhor se o estado da transformação de uma empresa tradicional representa um risco ou uma oportunidade que talvez ainda não seja compreendida pelo mercado. Em segundo lugar, a compreensão básica dessas iniciativas de transformação nos permitiu concentrar alguns de nossos esforços de análise em encontrar oportunidades de investimento no novo mercado de software empresarial.”

    Todos aqueles que buscam investimento de longo prazo em companhias (assim como nós acreditamos por aqui), precisam se atentar a essa transformação digital, que visivelmente foi muito acelerada em 2020 e antecipou diversas tendências globais que poderiam levar anos para acontecer.

    2020 foi um ano difícil, em muitos pontos de vista, com acontecimentos extremamente tristes do ponto de vista sanitário global. Seguindo a visão de uma pessoa ‘otimista incorrigível’, precisamos sempre seguir em frente, olhando o ‘copo meio cheio’.

    Não foram apenas as tendências digitais que foram aceleradas em 2020, os aprendizados também aceleraram. E é como seu Ricardo Collazo (meu pai) sempre me disse: “a única coisa que levaremos conosco daqui é o conhecimento” – e já que aprendemos tanto este ano, posso dizer que existe arco-íris após esta chuva de 2020.

    Resumo do dia: Zerou!

    (por Paula Zogbi)

    Aos 45 do segundo tempo, o Ibovespa zerou ontem as perdas de 2020 e fechou em mais de 116 mil pontos depois de subir quase 83% desde as mínimas em 23 de março. Se você leu esse insight, sabe que isso não é uma máxima histórica (nem perto) e ainda há espaço para novas altas. 

    No mundo, as bolsas têm alta nesta manhã de quarta. Os futuros americanos sobem cerca de 0,25% e o Euro Stoxx aproximadamente 0,91%, impulsionado pelo avanço das conversas para um pacote comercial pós-Brexit. 

    Ontem, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyern, disse que houve progresso nas conversas entre Reino Unido e a UE e que os próximos dias vão ser críticos. Lembrando que o acordo atual termina em 31 de dezembro, então o clima é de "corra, Forrest, corra" — a votação pode acontecer no Natal.

    Ainda no Velho Mundo, países como Alemanha, Holanda e Itália desistiram de relaxar as regras de distanciamento durante o período natalino. Na maior economia da Europa, começa hoje um lockdown de um mês após um novo recorde de mortes (910) e de casos (33.825). 

    Nos Estados Unidos, continua a expectativa pelo pacote de estímulos e de um novo orçamento para o governo. Nancy Pelosi, a presidente da Câmara, convidou líderes congressistas para conversar sobre os dois temas amanhã (17). O líder da maioria no Senado, Mitch McConnel, disse à imprensa que está otimista de que os legisladores serão “capazes de concluir um entendimento em breve". 

    Hoje às 16h serão divulgados comentários do Federal Reserve, banco central americano, sobre o futuro da economia do país, além da decisão do intervalo de juros (provavelmente mantendo o nível entre 0 e 0,25%). Espera-se um recado de visão mais positiva para o longo prazo, com o início das vacinações por lá. 

    Novidades na Rico

    • Hoje sai a atualização da nossa seleção Estrelas da Bolsa, com os nomes das "queridinhas" do mercado para você conhecer e montar sua carteira!
    • Também passamos a disponibilizar acesso ao primeiro ETF (fundo passivo listado) de ouro no país. O GOLD11 replica o índice índice LBMA Gold Price (preço do ouro em dólar). 

    Agenda da Semana

    Quarta-feira, 16

    11h45: EUA - PMI Composto dez (ant.: 58,60)

    16h00: EUA - Decisão taxa FOMC (exp.: máx. 0,3%, mín.0%; ant.: máx. 0,3%, mín. 0%)

    Quinta-feira, 17

    07h00: Europa - Índice de preços ao consumidor (CPI) a.m. nov (exp.: -0,3%; ant.: -0,3%)
    08h00: Brasil - Relatório trimestral de inflação
    10h30: EUA - Novos pedidos de seguro desemprego (ant.: 853 mil)

    Sexta-feira, 18

    06h00: Europa - Conta Corrente BCE out

    Topics: Rico Matinal