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    Como a queda da Selic impacta suas ações?

    by Time da Rico | 16 de Junho, 2020

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    As bolsas mundiais estão em clima de rali depois que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou ontem novos estímulos fiscais, incluindo a possibilidade de compras de títulos de dívidas de empresas individualmente, além dos ETFs já abrangidos pelo programa desde o início.

    Nesta manhã, mercados estendem a alta após o governo Trump também anunciar que prepara pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura. Futuros do Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones sobem entre 1,4% e 2% nessa manhã. Na Europa, a cesta de ações Euro Stoxx600 dispara 2,53%.

    Coronavírus e o mercado brasileiro

    Apesar dos temores com uma segunda nova onda de coronavírus não terem cessado, na noite de ontem, a empresa de biotecnologia Moderna disse acreditar na possibilidade de disponibilizar até o final de novembro os dados sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus.

    O Ibovespa, que chegou a cair quase 3% ontem na abertura, se animou com o anúncio do Fed e fechou em baixa de 0,45%. O principal ETF do índice brasileiro no exterior, o EWZ, sobe 1,86% nesta manhã.

    Os mercados por aqui também seguem repercutindo o nome de Bruno Funchal como novo Secretário do Tesouro para o lugar de Mansueto de Almeida a partir do dia 31 de julho. O nome foi visto como um sinal de continuidade da agenda de sustentabilidade fiscal. Bruno Funchal é atual diretor de programas da Secretaria de Fazenda no Ministério da Economia e foi secretário de Fazenda do Espírito Santo entre 2017 e 2018 no governo Paulo Hartung, onde implementou um programa de ajuste fiscal importante.

    Reunião do Copom

    Na agenda, começa hoje a reunião do Copom, que deve anunciar corte de 0,75 ponto percentual para a Selic amanhã (e será tema dos Insights ao longo da semana).

    Teremos também o resultado da quarta reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2020. Por volta das 18h (horário de Brasília) da quarta feira dia 16/06, saberemos qual será a nova taxa Selic.

    Separamos o que você deve esperar desta reunião.

    Destacamos abaixo a taxa Selic média esperada para cada ano até 2024 com base nas informações coletadas pelo Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central:

    selic-1

    As expectativas acima são projeções elaboradas por instituições que atuam no mercado financeiro, tais como bancos, gestoras de recursos, consultorias etc. Espera-se novas quedas para a taxa Selic em 2020.

    Explicando a conta

    Se a Selic está hoje em 3% ao ano e o mercado acredita que a Selic média de 2020 deve ficar em 2,07%, isso significa que o mercado já coloca no preço uma taxa que poderia vir abaixo de 2% ao ano por algum tempo.

    Como assim?

    Iniciamos o ano com a Selic em 4,5% ao ano - entre nós: com o mercado já não enxergando grande espaço para queda – e nas três reuniões anteriores que tivemos em 2020, vimos (da mais antiga para a mais recente) o Copom cortar a Selic em 50 pontos-base, 25 pontos e 75 pontos, respectivamente. Na última, o Comitê foi mais agressivo que o esperado pelo mercado e atribuiu isso aos efeitos da Covid-19 na economia.

    Fazendo uma ‘conta de padaria’: se a Selic média durante o primeiro semestre ficou em 3,5%, podemos dizer que o mercado precifica hoje que a Selic poderá chegar a 1,5% em 2020, para somente em 2021 começar a avançar.

    Projeções para o futuro

    E o que esperar para amanhã? O consenso de mercado aponta para uma queda de 75 pontos-base, com a Selic saindo de 3% para 2,25% ao ano. Em levantamento feito pelo Valor Econômico com 83 instituições financeiras e consultorias, apenas 5 casas veem um corte de 50 pontos e somente a Persevera Asset projeta uma queda de 100 pontos – apostando em uma Selic de 0% ao ano para dezembro de 2020. Todas as outras estimam redução de 0,75 ponto percentual.

    Se, de um lado, a decisão de amanhã é consensual, do outro, será importante analisar o comunicado pós-reunião para entender como o Copom se comportará nas próximas reuniões. Na última decisão, realizada em maio, o colegiado considerava para junho “um último ajuste”, não maior do que o daquela ocasião, de 0,75 ponto percentual.

    E o que a bolsa tem a ver com a queda da Selic? TUDO!

    As empresas criam valor ao investir a taxas de retorno que excedam o custo do seu endividamento. Por exemplo: se eu tenho uma empresa e projeto um investimento que gera retornos anuais de 10%, o primeiro estudo que eu faço é compará-lo com outras alternativas de investimentos livres de risco, como o título público Tesouro IPCA+ 2026 que hoje está pagando 2,68% a.a + inflação do período.

    Supondo que o Banco Central continue perseguindo a meta de inflação de 3,5% até 2026, isso significa dizer que meu retorno livre de risco seria de 6,2% ao ano. Ou seja, valeria a pena investir no projeto.

    Esse investimento, por sua vez, estimularia a economia através dos investimentos que eu teria que arcar e também empregaria novas pessoas que, consequentemente, estariam suscetíveis a consumir mais.

    Quando a taxa Selic cai, o crédito não só fica mais barato (e a dívida menos custosa) - o que por si só já seria suficiente para impulsionar o lucro das empresas - como também os fluxos de caixa futuros projetados pelas empresas aumentam.

    Pense assim: para entender quanto uma empresa vale hoje, eu preciso estimar o fluxo esperado dela para os próximos 10 anos. A soma dos fluxos de cada ano é trazida a valor presente por meio de uma taxa de desconto. Essa taxa de desconto será menor ou maior a depender da taxa de juros. Quanto menor a fatia do dinheiro a ser 'comido' por essa taxa, maior será a soma dos fluxos e maior o valor da empresa.

    Exemplo prático

    De maneira mais didática, vamos pegar como exemplo o múltiplo Preço/Lucro (P/L) de uma ação.

    Ele nos diz em quanto tempo a empresa vai retornar aquilo que você pagou por ela. Ou seja, se a divisão der 10, isso significa dizer que em 10 anos aquela ação vai compensar o investimento.

    Teoricamente, quanto menor o múltiplo, mais barata estará a ação, visto que o retorno se dará em menos tempo. Conforme vocês podem ver, o preço está intimamente ligada ao lucro que a empresa gera.

    Destrinchando o P/L, chegamos a essa fórmula aqui:

    formula

    formula 1

    O K seria então a taxa de desconto de uma empresa. Quanto maior a taxa de desconto, maior o denominador e menor o preço de uma ação. Por outro lado, quanto menor o K, maior o lucro e consequentemente maior o preço de uma ação.

    Queda de juros

    Em um cenário de queda de juro, as empresas mais beneficiadas serão as mais endividadas ou mesmo mais expostas ao consumo, já que seria um incentivo para as próprias pessoas consumirem ou tomarem mais dívidas. Entre elas estão os shopping centers, varejistas, concessionárias de rodovias, elétricas. As empresas que possuem bastante dinheiro em caixa, como as seguradoras, serão negativamente impactadas.

    Desde 2016 – quando a taxa Selic começou cair – o K das empresas vem recuando. Contudo, o g de crescimento de lucros –que também é um vetor essencial para o preço de uma ação –vem avançando lentamente e, dados os efeitos do coronavírus, recuará consideravelmente nesse ano.

    Como o mercado já precificou a queda da Selic e já revisou a expectativa de lucros das empresas, a queda do juro por si só não causará nenhum efeito aritmético para o preço das ações. Por outro lado, qualquer anúncio fora do consenso seria capaz de alterar a expectativa do mercado em relação ao crescimento de lucro delas.

    Por fim, outros dois pontos importantes: (1) Selic a 2,25% é um forte incentivo para as pessoas tomarem mais risco em ativos mais arriscados, o que pode continuar atraindo novos investidores para a bolsa e consequentemente injetando mais dinheiro em ações; (2)em um momento em que muitas empresas tiveram que tomar mais dívidas, juro baixo é um combustível essencial para manter a empresa saudável.

    Topics: Economia e Análises, Rico Matinal