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    Circuit Breaker: O que é, Como funciona e Histórico na Bovespa

    by Time da Rico | 13 de Maio, 2020

    circuit-breaker-mas-o-que-e-de-fato

    Circuit breaker é um termo que, em um primeiro momento, pode causar certo pavor, pois está muito associado a cenários de crise.

    O melhor exemplo foram os dias consecutivos de queda acentuada nas bolsas de valores do mundo todo quando ocorria uma guerra no preço do petróleo e começávamos a entender o quadro de pandemia que se desenhava com a disseminação da crise causada pela pandemia do coronavírus.

    Mas vale entender melhor o conceito para observar o cenário com mais tranquilidade.

    O circuit breaker é um mecanismo que existe justamente para proteger os investidores em períodos de volatilidade, como explicaremos melhor neste artigo.

    Então, ao ouvir falar nele, em vez de entrar em pânico, o correto é tomar a mesma atitude que você tomou agora: buscar informação de qualidade sobre o tema.

    Para saber o que é circuit breaker, como ele funciona e quais são suas regras, siga a leitura.

    Veja os tópicos que preparamos para você:

    • Mas o que de fato é circuit breaker? 
    • Por que o circuit breaker é acionado?
    • Entenda quais são as regras do circuit breaker
    • Afinal, qual a diferença entre leilão de ação e circuit breaker
    • Qual o histórico do circuit breaker na Bovespa
    • Como foram os últimos acionamentos do circuit breaker em 2020
    • Pode ocorrer outro circuit breaker na Bovespa?
    • O que vem depois do circuit breaker.

    Caso reste alguma dúvida ao final, é só deixar um comentário.

    Nova call to action

    Mas o que de fato é Circuit Breaker?

    Circuit breaker é um mecanismo da bolsa de valores que foi projetado para proteger os investidores quando há muitas vendas, ocasionando quedas bruscas nos preços dos ativos negociados.

    O mecanismo atua por meio de critérios pré-estabelecidos, que determinam a paralisação do pregão por um tempo determinado quando a queda do dia atinge certo patamar percentual.

    Na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, o primeiro desses critérios (chamado de estágio I) ocorre quando o Ibovespa desvaloriza 10% em relação ao índice que fechou o dia anterior.

    Nesse caso, as negociações são interrompidas por 30 minutos.

    Ao serem retomadas, podem ocorrer novos estágios de circuit breaker, mas isso tudo explicaremos melhor no tópico "Entenda quais são as regras do circuit breaker", mais à frente.

    Por ora, basta entender que o circuit breaker é um procedimento atípico. 

    Embora não seja acionado com grande frequência, é importante que essas regras estejam predefinidas, já que a dinâmica do pregão exige soluções rápidas.

    Dessa forma, não há tempo para pensar em um plano de ação quando a situação está complicada.

    Por que o circuit breaker é acionado?

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    O circuit breaker é acionado para amortecer e rebalancear as ordens de compra e venda em momentos nos quais elas estão desequilibradas.

    Ou seja, quando o mercado está muito vendedor, o que geralmente só acontece em períodos de grande incerteza para o país ou mundo como um todo - exatamente o caso da pandemia do Covid-19, em 2020.

    Assustados ou se antecipando ao provável cenário negativo que vem pela frente, investidores vendem suas ações e, em consequência, os índices começam a cair, o que inicia um efeito dominó.

    E é assim que ocorre porque os demais investidores enxergam os valores das ações descendo e resolvem vender seus ativos também, dando origem a uma reação em cadeia.

    O circuit breaker é acionado, portanto, para proteger o mercado de uma queda livre, o que poderia colocar todos os negócios em risco.

    A ideia é que, paralisando as atividades por determinado período, evita-se que mais negócios sejam feitos por impulso ou medo.

    Espera-se, com isso, que as quedas sejam amenizadas quando o pregão voltar e ocorra um rebalanceamento do mercado.

    Entenda quais são as regras do circuit breaker

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    Como explicamos antes, existem alguns "gatilhos" para o acionamento do circuit breaker. 

    Todos eles estão relacionados ao Índice Bovespa, mais conhecido como Ibovespa.

    Ele é o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, pois é formado pela média de valores das ações com maior volume de negócio dos últimos meses. 

    Atualmente, a carteira do Ibovespa é formada por 73 ações.

    É com base na variação negativa desse índice que o mecanismo de proteção é acionado, de acordo com as regras que vamos explicar a partir de agora.

    1. Estágio I do circuit breaker

    A B3 chama de estágio I o primeiro momento em que o circuit breaker é acionado.

    É quando o Ibovespa cai 10% em relação ao valor que tinha no fechamento do pregão anterior.

    Por exemplo, de o índice começou o dia nos 80 mil pontos e passa a cair, o circuit breaker é acionado se ele chegar nos 72 mil pontos, pois isso representa uma queda de 10% (8 mil pontos).

    Nesse caso, o que acontece é a interrupção das negociações por 30 minutos. 

    Durante esse período, ninguém pode comprar ou vender ações na bolsa.

    2. Estágio II do circuit breaker

    O segundo estágio do circuit breaker pode acontecer depois da reabertura das negociações no pregão da Bolsa de Valores.

    Caso o índice continue descendo e chegar em 15% de desvalorização na comparação com o valor em que fechou o último dia, é acionada uma nova paralisação.

    Para que fique claro: voltando ao exemplo anterior, o estágio II não ocorre quando há 15% de queda em relação à referência dos 72 mil pontos, mas sim dos 80 mil pontos.

    Ou seja, nesse caso, o segundo circuit breaker ocorre quando o Ibovespa cair até os 68 mil pontos (80 mil menos 15%, ou seja, 12 mil).

    O que acontece então? Há uma nova paralisação nas negociações, dessa vez com o prazo de uma hora.

    3. Estágio III e paralisação por tempo a ser definido

    Passado esse período de paralisação do estágio II, as atividades retornam e, na hipótese de a queda continuar e chegar nos 20% de desvalorização, pode ocorrer a terceira interrupção do dia na compra e venda de ações da bolsa.

    Retomando o mesmo exemplo que apresentamos nos demais estágios, isso quer dizer que o circuit breaker poderia ser acionado novamente com o Ibovespa chegando a 64 mil pontos.

    Acontecendo isso, a B3 pode determinar a suspensão por tempo a ser definido por ela e divulgado em seus canais de comunicação oficiais.

    Afinal, seria uma queda extremamente acentuada para apenas um dia de negócio e, por isso, os mecanismos de proteção são tão importantes.

    Eles servem para interromper o "efeito manada": os investidores se assustam cada vez mais com os números e resolvem vender também, antes de perder tudo.

    4. Minutos finais do pregão

    Por fim, vale destacar outra regra do circuit breaker da Bolsa de Valores de São Paulo. 

    A interrupção não pode ocorrer nos 30 minutos finais da sessão de negociação do dia.

    E caso o circuit breaker seja acionado na última hora do pregão, haverá a prorrogação do horário de encerramento em no máximo 30 minutos.

    Afinal, qual a diferença entre leilão de ação e circuit breaker

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    O circuit breaker não é o único mecanismo que existe para proteger os investidores da Bolsa de Valores em momentos de acentuada oscilação.

    Outro é o leilão de ações, no qual as ações são retiradas do pregão, porém continuam em negociação em um formato diferente.

    Durante o leilão (que tem duração de cinco minutos, prorrogáveis por outros cinco), as ofertas de compra e venda continuam sendo registradas.

    A diferença é que as transações só são efetivadas quando os preços se encaixam, prevenindo que o descontrole nos valores continue.

    Já no circuit breaker, ninguém pode comprar ou vender ações enquanto a paralisação estiver valendo.

    Outra distinção é que o circuit breaker se baseia no Ibovespa para retirar dos pregões todas as ações.

    Já o leilão tem como base o valor individual de cada ativo. 

    Ele é acionado quando:

    • Há uma oscilação (alta ou baixa) de mais de 10% no valor da ação em relação ao fechamento do pregão anterior, antes da abertura da sessão de negociações
    • Há uma oscilação (alta ou baixa) de mais de 10% no valor da ação em relação ao fechamento do pregão anterior, durante sessão de negociações
    • Há uma oscilação (alta ou baixa) entre 10% e 19,99% sobre o último preço da ação antes de ela entrar em leilão.

    Qual o histórico do circuit breaker na Bovespa

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    As dimensões dos acontecimentos e das quedas registradas na Bolsa de Valores (do Brasil e do resto do mundo) em 2020 são grandes, mas não é a primeira vez em que testemunhamos o acionamento do circuit breaker.

    Vamos relembrar outros momentos em que as negociações foram paralisadas por conta de quedas acentuadas no índice da bolsa.

    • 1997: naquele ano, alguns países asiáticos enfrentaram uma forte crise financeira, o que levou a uma queda acentuada na bolsa de Hong Kong no mês de outubro. A bolsa brasileira sofreu os reflexos e houve circuit breaker em três ocasiões entre o fim de outubro e metade de novembro
    • 1998: em 98, foi a vez da Rússia enfrentar uma crise econômica. Com a economia em crescente globalização, a Bolsa de Valores de São Paulo enfrentou forte queda e teve as negociações paralisadas em cinco momentos do ano, entre agosto e setembro
    • 1999: houve circuit break nos dias 13 e 14 de janeiro por conta de uma mudança no regime cambial. O Banco Central teve que negociar dólares no mercado futuro, o que resultou em queda no valor médio das ações da bolsa.
    • 2008: naquele ano, o mundo sofreu os efeitos da crise dos subprimes, desencadeada nos Estados Unidos. Foram seis os momentos em que houve circuit breaker no Brasil, em setembro e outubro
    • 2017: depois de um período bastante estável, o circuit breaker foi acionado novamente apenas em 2017, após a divulgação do áudio da conversa entre Joesley Batista, dono da JBS, e o então presidente Michel Temer, gravada pelo empresário.

    Como foram os últimos acionamentos do circuit breaker em 2020

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    Ainda não estamos nem na metade de 2020 e já igualamos (até a publicação deste artigo, em abril) a marca de 2008, com seis acionamentos do circuit breaker.

    Todos eles foram registrados em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18.

    Apesar de o novo coronavírus ser o assunto do momento, houve um outro fator bastante relevante para as quedas nas bolsas do mundo todo.

    Foi o desacordo entre a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que gerou uma reação por parte da Arábia Saudita, um dos principais produtores mundiais da commodity: a redução no preço do barril e aumento da produção.

    A queda de mais de 30% afetou mercados do mundo todo, e investidores de empresas como a Petrobras começaram a vender suas ações.

    O primeiro circuit breaker foi motivado em grande parte por essa situação.

    Já o segundo foi no dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez o alerta de que passaria a considerar o novo coronavírus como uma pandemia. 

    Ou seja, epidemia de proporções globais.

    Pode ocorrer outro circuit breaker na Bovespa?

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    Como já explicamos aqui, o circuit breaker é um evento que não acontece com grande frequência, apenas em casos especiais, de grande volatilidade.

    Essa volatilidade pode ocorrer pelos mais diversos fatores, como você pôde ver no histórico. E é sempre impossível de se prever.

    Quem imaginaria que um dos principais empresários do país gravaria escondido uma conversa com o presidente da República?

    Ou, então, que o consumo de animais silvestres na China resultaria em um vírus altamente contagioso e que deixaria o mundo todo em quarentena?

    São eventos que pegam todo mundo de surpresa. 

    Provavelmente, acontecerão novamente, mas é impossível precisar quando.

    Em relação à crise atual, pode até haver novas paralisações, mas a tendência é que o mercado de ações comece a se estabilizar.

    O que vem depois do circuit breaker

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    A experiência nos mostra que esse tipo de crise não dura para sempre.

    O coronavírus paralisa muitas atividades e prejudica o consumo, mas não destrói a capacidade intelectual e produtiva de nenhum país.

    Por isso, especialistas entendem que, depois de controlada a pandemia, a economia vai se recuperar naturalmente, com as atividades de indústria, comércio e serviços retornando à normalidade.

    Mas o que fazer agora, enquanto isso não acontece?

    Sabemos que, no futuro, a tendência é que as ações voltem a se valorizar. 

    E como estamos falando de um ativo que faz parte, preferencialmente, de uma estratégia de investimento a longo prazo, não há motivo para se desesperar.

    Vendendo suas ações agora, você apenas consolida a perda. 

    Como os valores estão baixos, é uma oportunidade para comprar novas posições e colher os frutos no futuro.

    Quem comprar ações perto da base da queda - ou seja, quando o Ibovespa estiver no valor mínimo antes de voltar a subir - tende a fazer um bom negócio.

    O problema é que ninguém é capaz de prever qual será a base. 

    Por isso, a dica é ir comprando novas posições aos poucos, enquanto se mantém informado e amplia seu conhecimento sobre esse mercado.

    Conclusão

    Neste artigo, explicamos o que é circuit break, por que ele é acionado e como ele protege os investidores do mercado de ações.

    Este é um mecanismo que pegou de surpresa muitos dos novos investidores brasileiros que passaram a apostar na renda variável.

    Contudo, como vimos, não há motivo para pânico.

    Siga se informando e conhecendo cada vez mais para qualificar seus movimentos no mercado.

    Cliente Rico tem acesso a carteiras recomendadas, com a análise de nossos especialistas sobre o mercado de ações.

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    Obrigado por ler até aqui!

    Nova call to action

    Topics: Renda Variável/Mercado de ações

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