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    Caíram os Juros de Novo, e Agora?

    by Ricardo Castro | 30 de Julho, 2019

    taxa_juros_em_queda

    Entenda a redução na taxa de juros brasileira que fez a renda fixa sair dos ganhos de mais de 1% ao mês para 0,5%.

    À medida em que nos aproximamos da reunião do dia 31/07, esse assunto ganha mais espaço no noticiário brasileiro.

    No comitê de política monetária, o Banco Central decidirá se mantém nossa taxa básica de juros (Selic) nos atuais patamares de 6,5% ao ano, ou se fará novos cortes trazendo a taxa para um novo mínimo histórico.

    As expectativas em torno da decisão, que será tomada pelos diretores do Banco Central, têm movimentado o mercado nos últimos meses.

    A estimativa para o crescimento brasileiro estagnado, que deve ser menor do que 1% em 2019, junto ao avanço da Reforma da Previdência no Congresso, aumenta as discussões de juros mais baixo como forma de incentivo ao crescimento do país.

    Agora, você provavelmente está se perguntando: "entendi, mas o que isso muda na minha vida e nos meus investimentos?"

    Bom, primeiro, saiba que esse cenário pode alterar tudo nos seus investimentos. Mas fique tranquilo, porque agora eu vou te explicar tudo sobre isso, em detalhes.

    Entenda os Juros

    Antes de começarmos a falar dos investimentos, é importante que você entenda o que é a taxa básica de juros do Brasil (Selic):

    Assim como nós ou qualquer empresa, o Brasil também precisa pegar dinheiro emprestado para realizar seus investimentos. Seguindo a lógica dos empréstimos, quem pega o dinheiro para fazer o uso, tem de oferecer algo em troca. É aí que entra a remuneração atrelada aos juros, beneficiando o credor.

    Quanto maior o tempo do uso do seu dinheiro, maior o seu ganho. Como se fosse um “aluguel”. Nessa lógica, a Selic é a taxa de juros que o Brasil paga para quem está disposto a emprestar dinheiro ao país.

    O Brasil é o parceiro mais seguro para se emprestar dinheiro, logo, a partir da sua taxa de juros, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos entre elas mesmas, às pessoas, e às empresas.

    Vale destacar o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é um título emitido por bancos para emprestar ou transferir recursos a outros bancos. Os juros do CDI acompanham a taxa Selic brasileira, além de serem o principal indicador de rentabilidade de investimentos usado por investidores.

    Até aí tudo bem, certo?

    Para o Brasil, até o momento, sim! Pois quanto menor a taxa Selic, mais baixos são os juros que o país vai pagar para “alugar” o seu dinheiro.

    Mas se quanto menor a taxa, melhor, por que o Brasil não deixa o juros em 0,00% logo?

    Quando pensamos em juros para um país é sempre importante olhar para dois pontos:

    O primeiro é: se existem investidores dispostos a te emprestar dinheiro em troca dos juros que estão sendo oferecidos.

    Logo, para que o investidor te empreste o dinheiro a uma taxa menor, é preciso que você demonstre ser um bom pagador e esteja financeiramente saudável. Colocando de uma forma mais clara, seja mais confiável.

    Já o segundo ponto envolve o Banco Central, que é a entidade responsável pela taxa de juros.

    No Brasil, o Banco Central tem como principal responsabilidade controlar a inflação, mantendo-a dentro da meta estabelecida.

    Nesse cenário, os juros entram como uma ferramenta utilizada para conter ou estimular a inflação de um país. Quanto maior os juros, mais restritivo é o crédito. E mais caro o custo do dinheiro.

    Nesse panorama, o consumo reduz e, consequentemente, a inflação também. Assim, o movimento das variáveis é sempre no sentido inverso. Ou seja, o aumento dos juros diminui a inflação e a redução, aumenta.

    iStock-956243148

    O que está em jogo?

    O foco agora está em fazer o Brasil voltar a crescer. Recentemente, o nosso país enfrentou uma das piores crises econômicas da sua história, que nos levou a ter um alto número de desempregados e uma retração das riquezas geradas pelo país.

    Entretanto, medidas importantes realizadas nos últimos anos ajudaram a estancar e a reverter o baixo crescimento, que chegou a ser negativo em outros anos. Porém, mesmo com o crescimento positivo nos últimos 2 anos, continuamos bem abaixo do patamar de riquezas geradas antes da crise.

    Neste ano as coisas não têm sido diferentes. Começamos 2019 com um estimativa de crescimento em 2% para a economia.

    Recentemente, essa expectativa foi revisada para baixo, chegando a 0,8%. A proposta de um novo texto para a Reforma da Previdência foi vista como um dos principais fatores da queda do crescimento esperado.

    O novo projeto exigiu o começo de um novo fluxo de aprovação no Congresso, historicamente um processo demorado, para votação do conteúdo final.

    Apesar da postergação do prazo, a reforma foi aprovada ainda em julho, no 1° turno na Câmara, propondo uma economia total melhor do que o mercado esperava.

    A real importância de um mudança estrutural desse tamanho, em um tema como a previdência, é mais do que o ajuste nas contas do governo para o anos que estão por vir.

    Mas é também recuperar a confiança dos empresários na economia brasileira, para o longo prazo, destravando assim investimentos contidos nos últimos anos. Assim, podemos voltar a gerar empregos, aumentando o consumo e aquecendo a economia.

    Com a aprovação da previdência já tida como certa pelo mercado, os investidores voltaram seus olhares para a taxa de juros brasileira.

    Já que para o empresário a visão do longo prazo está sendo resolvida com a reforma, ele vai olhar para um segundo ponto que é o chamado custo de oportunidade.

    Conhecido como o  retorno de uma empresa ao investir em um projeto,  o custo de oportunidade do capital precisa ser superior à aplicação desse dinheiro em um investimento seguro.

    Por conta disso, juros mais baixos são favoráveis ao impulso do crescimento.

    Considerando que em 2016 era preciso ter um retorno superior ao juros brasileiros para o investimento em uma empresa valer a pena, que na época era de 14,25% ao ano.

    De lá para cá a taxa veio em queda livre, podendo chegar ao final deste ano entre 5,00% e 5,50%, trazendo mais espaço para uma retomada nos investimentos das empresas, que contam com um cenário de longo prazo mais claro e um custo de oportunidade menor.

    E eu com isso?

    Apesar dos juros baixos ser um fato bastante positivo para o crescimento da economia, na percepção do investidor de renda fixa o mundo virou de ponta cabeça.

    Isso porque ao comprar um título do governo ou de uma empresa em 2016 tinha-se um investimento bem seguro, garantindo um retorno na casa de 1,00% ao mês.

    Essa rentabilidade vem mudando ao longo dos últimos anos, e pode chegar ao final desse ano em menos que 0,5% ao mês.

    Os retornos, agora menores, oferecidos pela renda fixa têm feito investidores brasileiros reavaliarem seus investimentos.

    A busca por ativos que chamamos de “maior risco”, como ações e fundos multimercados, ou renda variável, tem aumentado bastante. Um exemplo disso foi a bolsa de valores chegando à marca de 1 milhão de investidores.

    Podemos ver a migração de investidores para os investimentos que possuem um maior potencial de ganho, mesmo que ao longo da jornada existam variações no valor do seu dinheiro, valorizando em um dia e desvalorizando em outro.

    Isso impacta na necessidade de uma maior compreensão de quem está fazendo este tipo de investimento, assim como sangue mais frio nos momentos de turbulência.

    Esse fato reflete características de investidores com perfis arrojados que almejam melhores retornos ao se disporem a correr riscos.

    Já os investidores que não têm o mesmo apetite para buscar maiores rentabilidades ou não querem ter qualquer tipo de oscilação no seu investimento, vão continuar tendo a renda fixa como única opção, já que ela oferece estabilidade com proteção e rendimento constante.

    Frente a isso, é preciso que o investidor comece a se acostumar a retornos mais baixos daqui para frente.

    O que fazer nos investimentos?

    Sempre que há mudança, surgem oportunidades no mercado para os dispostos em arriscar.

    Essa brecha ocorre para os investidores que desejam colocar uma "pimenta" em seus investimentos, e suportam as mudanças de curto prazo focados no recebimento de longo prazo.

    Quando falo de longo, é longo mesmo, de 5 a 10 anos. Assim, poderão colher bons frutos nos próximos anos desses ativos de “maior risco”, caso mantenham a paciência e sigam boas recomendações.

    Dito isso, nossa visão para o mercado de ações brasileiro segue muito positiva, beneficiando tanto os investidores em bolsa quantos os de fundos de ações.

    Além da classe de multimercados, que deve capturar este bom momento devido à sua capacidade de navegar entre os mercados de juros, câmbio e bolsa.

    Lembrando que em ambos não é possível ter uma estimativa de retorno, o que nos levar a olhar sempre o potencial para os próximos anos baseado no cenário econômico.

    Rentabilidade passada não é promessa de lucro futuro, apesar das dificuldades econômicas e fiscais vividas pelo Brasil no últimos anos.

    Olhando o desempenho da bolsa de 2016 até hoje, seu retorno foi de aproximadamente 140% contra um CDI de 38% durante o mesmo período. O que na visão de muitos gestores e especialistas de ações pode estar só no começo da alta em renda variável.

    Já aos investidores que preferem seguir no caminho de proteção do capital, será necessário  estender o prazo de investimentos e ter paciência com os juros menores.

    Neste cenário a recomendação é checar minunciosamente a taxa dos ativos de renda fixa.

    É claro, sempre mantendo a escolha por ativos de maior segurança e que ofereçam algum tipo de proteção.

     

     

    Ricardo_CastroRicardo Castro

    É o Estrategista Chefe da Rico, com foco em Análise Macroeconômica e Alocação de Investimentos, responsável pelo relatório de Análise Mensal da Rico. Atua no Mercado Financeiro há 7 anos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM, possui certificações de mercado como CEA, CPA-20 e PQO.

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