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Tesouro Direto: como escolher entre pré e pós-fixado?

Posted by Gloria Maciel on 7/jul/2016 10:22:59

Diante da atual situação do país, economizar e investir são decisões que fazem ainda mais sentido: economizar para manter o orçamento sob controle e investir para aproveitar os juros elevados (Selic a 14,25% ao ano).

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Quando se fala em poupar dinheiro, o brasileiro tem em mente a velha caderneta de poupança. O perfil do brasileiro é conservador e a maioria prefere investir em aplicações de baixo risco. O problema é que a poupança anda “apanhando” feio da inflação e de outros investimentos, como o Tesouro Direto, por exemplo.

O Tesouro Direto é a modalidade de investimento que permite a qualquer brasileiro comprar e vender títulos públicos diretamente de seu computador, na comodidade de sua casa. Investimentos a partir de R$ 30,00 tornam essa escolha muito interessante para quem quer começar e antes só pensava na poupança.

Uma dúvida comum, no entanto, sempre surge quando menciono este investimento: que tipo de títulos devo comprar, os pré-fixados (retorno total conhecido no momento da compra) ou os pós-fixados (parte do retorno é conhecida e outra está associada a um índice ou indicador)?

Os títulos pré-fixados são títulos com juros determinados na compra. O investidor vai receber a rentabilidade apresentada desde que ele mantenha o título até a data de vencimento definida. O título mais conhecido desta modalidade chama-se Tesouro Prefixado.

Já os títulos pós-fixados são aqueles que oferecem ao investidor a opção de receber a rentabilidade associada a um indexador (SELIC e IPCA, por exemplo). Os exemplos mais comuns de títulos pós-fixados são Tesouro Selic e Tesouro IPCA.

Na prática, no caso dos títulos pós-fixados, o investidor tem uma ideia do quanto vai receber, mas o valor exato só é conhecido no resgate (caso do Tesouro Selic) ou no vencimento (caso do Tesouro IPCA).

De forma simples e objetiva, gosto de pensar na escolha dos títulos públicos da seguinte maneira:

> Quando você tem um prazo definido para o objetivo a ser realizado, os títulos pré-fixados podem ser interessantes por “travarem” um retorno anual até o período que você usará o dinheiro (você compra o título com data de vencimento próxima da data em que pretende usar o recurso). A compra deste título deve levar em conta a importância de se levar o título até o vencimento, correndo risco de perdas caso o investidor tente vendê-lo antecipadamente;

> Quando você não faz ideia de quando vai precisar do dinheiro investido, a opção adequada é o Tesouro Selic, título pós-fixado de rentabilidade diária e que não sofre desvalorização no dia a dia, podendo ser vendido a qualquer momento e com liquidez diária;

> Quando você tem um prazo definido e deseja garantir poder de compra sempre, objetivo interessante para prazos mais longos, faz sentido comprar títulos públicos Tesouro IPCA, que são pós-fixados e garantem um retorno conhecido no momento da compra mais a variação da inflação (medida pelo IPCA) durante o período. A compra deste título deve levar em conta a importância de se levar o título até o vencimento, correndo risco de perdas caso o investidor tente vendê-lo antecipadamente.

Ah, lembre-se que os títulos públicos do Tesouro Direto são tributados e há cobrança de Imposto de Renda (IR). A maioria dos títulos está com rentabilidade bruta acima de 12% ano. Em comparação, a poupança rende em torno de 8% em 12 meses. Ainda que comparados prazos curtos e a questão do IR, o Tesouro pode render de 30% a 60% mais que a poupança.

Antes de investir em títulos do Tesouro Direto, consulte os especialistas da Rico.com.vc e entenda melhor como esta aplicação funciona. Obrigado e até a próxima!

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IMG_0951-4.jpg Conrado Navarro é consultor educacional da Rico.com.vc,  idealizador do Dinheirama.com e autor de diversos livros e  eBooks de finanças pessoais e investimentos.

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